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Yule - 21 de Dezembro (Hemisfério Norte) e 21 de Junho (Hemisfério Sul) & A Lua Brilhante - Ritual da Roda Solar.

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Yule é uma celebração do Norte da Europa que existe deste dos tempos pré-Cristãos. Os pagãos Germânicos celebravam o Yule desde os finais de Dezembro até aos primeiros dias de Janeiro, abrangendo o Solstício de Inverno. Foi a primeira festa sazonal comemorada pelas tribos neolíticas do norte da Europa, e é até hoje considerado o inicio da roda do ano por muitas tradições Pagãs. Atualmente é um dos oito feriados solares ou Sabbats do Neopaganismo. No Neopaganismo moderno, o Yule é celebrado no Solstício de Inverno, por volta de dia 21 de Dezembro no hemisfério Norte e por volta do dia 21 de Junho no hemisfério Sul.


Na Península Ibérica é costume festejar-se o Yule Ibérico, organizado conjuntamente pela Ordem Portuguesa de Wicca e pela Ordem Espanhola de Wicca.

A Roda do Ano no hemisfério norte. No hemisfério sul, estas festas são comumente deslocadas por seis meses para coincidir com as estações locais.
Roda do Ano
A Roda do Ano é o que simboliza a concepção de tempo dos pagãos e principalmente a dos Celtas e que era um tanto quanto diferente da atual. Eles não viam o tempo de forma linear, mas circular, cíclico. Seus calendários levavam em conta não só o ciclo solar, como é o nosso, mas também o ciclo lunar. Originários da tradição celta, os Sabbats ocorrem oito vezes ao ano, levando-se em conta a posição da Terra com relação ao Sol: Equinócios e Solstícios. Nessas ocasiões, na Wicca, são homenageadas duas divindades: a Deusa Mãe, ou simplesmente a "Deusa", que simboliza a própria terra, e o Deus Cornífero, O Gamo Rei, protetor dos animais, dos rebanhos e da vida selvagem. Já em outros ramos do Paganismo, outros Deuses são adorados, pois que nem todos tem essas duas únicas figuras centrais.
Os Wiccanos celebram diversos festivais sazonais do ano, que são conhecidos como Sabás; estas reuniões são geralmente conhecidas como Roda do Ano e festejam as estações anuais e suas colheitas.[1] Wiccanos mais ecléticos, ou até mesmo os adeptos do Gardnerianismo, celebram um conjunto de oito Sabás, enquanto em outros grupos, como o Clan of Tubal Cain, eles celebram somente quatro.[2] Os quatro Sabás que são comuns a todos esses grupos são conhecidos como cross-quarter day, e geralmente são referidos como Grandes Sabás. Sua origem provém dos antigos celtas da Irlanda, e possivelmente de outras regiões da Europa ocidental.[3] Nos livros The Witch-Cult in Western Europe (1921) e The God of the Witches (1933) da egiptologista Margaret Murray, interessada no histórico Culto Bruxo, ela afirma que estes quatro festivais de cristianização tinham sobrevivido e haviam sido celebrados na religião pagã de bruxaria. Consecutivamente, quando a Wicca começou a se desenvolver na década de 1930 e na década de 1960, muitos grupos, como o de Gerald Gardner, adotaram a comemoração desses quatro Sabás descritos por Murray. Gardner fez uso dos nomes em inglês desses feriados, dizendo que "os quatro grandes Sabás são o Candlemass, May Eve, Lammas, e o Halloween; os equinócios e solstícios também são celebrados."[4]

Os outros quatro festivais comemorados por grande parte dos wiccanos são conhecidos como Sabás Menores, que compreendem o solstícios e os equinócios, foram adotados somente em 1958 por membros do coven Bricket Wood,[5] antes de influenciarem e serem adotados por outros membros da tradição de Gardner, e eventualmente a Tradição Alexandrina e o Dianismo. Os atuais nomes desses feriados foram retirados dos festivais do paganismo germânico e do politeísmo celta. No entanto, os festivais não são de reconstrução na natureza nem muitas vezes se assemelham a suas contrapartes históricas, em vez de exibir uma forma de universalismo. As observações dos rituais podem mostrar a influência cultural dos festivais a partir dos nomes que tomaram, bem como a influência de outras culturas independentes.
Pintura da Roda do Ano no Museu de Bruxaria, Cornualha, Inglaterra, Reino Unido, exibindo todos os oito Sabás.
Sabá↓Hemisfério Norte↓Hemisfério Sul↓Origens Históricas↓Associações↓
Samhain, aka Halloween 31 de Outubro 30 de Abril, ou 1 de Maio Politeísmo celta Morte e ancestrais.
Yuletide 21 ou 22 de Dezembro 21 de Junho Paganismo nórdico Solstício de Inverno e renascimento do sol.
Imbolc, aka Candlemass 1º ou 2 de Fevereiro 1º de Agosto Politeísmo celta Primeiros sinais da primavera.
Ostara 21 ou 22 de Março 21 ou 22 de Setembro Paganismo nórdico Equinócio e começo da primavera.
Beltaine aka May Eve 30 de Abril ou 1º de Maio 1 de Novembro Politeísmo celta Pleno florescimento da primavera. Contos de fada.[7]
Litha 21 ou 22 de Junho 21 de Dezembro Possivelmente Neolítico Solstício de Verão.
Lughnasadh aka Lammas 1º ou 2 de Agosto 1º de Fevereiro Politeísmo celta A colheita de grãos.
Mabon aka Modron[8] 21 ou 22 de Setembro 21 de Março Nenhum equivalente histórico. Equinócio de Outono. Colheira de frutas.
Oito festivais

Samhain
31 de Outubro (Hemisfério Norte) e 1° de Maio (Hemisfério Sul).

Este Festival marca o ano novo celta, assim como o início de uma nova Roda do Ano. Samhain, o festival dos mortos, foi cristianizado como Halloween. Essa é uma época de meditação e reflexão, sobre os ciclos da natureza, da vida e da morte. Época de nos conectarmos com a energia dos nossos antepassados e de todos aqueles espíritos e seres que nos auxiliaram em nossa caminhada, pois é uma época em que, segundo a cultura pagã, o "véu entre os mundos" se torna mais tênue.


Yule
21 de Dezembro (Hemisfério Norte) e 21 de Junho (Hemisfério Sul).

Yule é a época do Solstício de Inverno, quando a Criança do Sol renasce, a qual é uma imagem do retorno de toda nova vida através do amor dos Deuses. Os escandinavos tinham um Deus chamado Ullr, e dentro da Tradição Nórdica, Yule é considerado o Ano Novo. Nas demais tribos e povos da europa pré-cristã, o solstício de inverno era a mais antiga festa sazonal e dada sua importância foi sincretisado com as festividades do Natal Cristão.
Imbolc
1º de Fevereiro (Hemisfério Norte) e 1º de Agosto (Hemisfério Sul).

Imbolc, também chamado Oilmec e Candlemas ("Candelária"), celebra o despertar da terra e o crescente poder do Sol. A Deusa é venerada em seu aspecto de Virgem da Luz e seu altar é decorado com galanto, que anuncia a primavera. É a festa da lactação, da bênção aos recém-nascidos, pois a Deusa amamenta o Deus renascido na forma de seu filho.

Hemisfério Norte: 2 de Fevereiro
Hemisfério Sul: 1o de Agosto

Também conhecido como Imbolc, Oimelc e Dia da Senhora, Candlemas é o Festival do Fogo que celebra a chegada da Primavera. O aspecto invocado da Deusa nesse Sabbat é o de Brígida, a deusa celta do fogo, da sabedoria, da poesia e das fontes sagradas. Ela também é deidade associada à profecia, à divinação e à cura.

Esse Sabbat representa também os novos começos e o crescimento individual, sendo o "afastamento do antigo" simbolizado pela varredura do círculo com uma vassoura, ou vassoura da bruxa, tradicionalmente realizado pela Alta Sacerdotiza do Coven, que usa uma brilhante coroa de 13 velas no topo de sua cabeça.

Na Europa, o Sabbat Candlemas era celebrado nos tempos antigos com uma procissão à luz de archotes para purificar e fertilizar os campos antes da estação do plantio das sementes e para glorificar as várias deidades e os espíritos associados a esse aspecto, agradecendo-lhes.

A versão cristianizada da procissão de Candlemas honra a Virgem Maria e, no México, ela corresponde ao Ano Novo Asteca.

Incensos: manjericão, mirra e glicínia. Cores das velas: marrom, rosa, vermelha. Pedras preciosas sagradas: ametista, granada, ônix, turquesa. Ervas ritualísticas tradicionais: angélica, manjericão, louro, benjoim, quelidônia, urze, mirra e todas as flores amarelas.
Ostara
21 de Março (Hemisfério Norte) e 21 de Setembro (Hemisfério Sul).

Agora noite e dia são iguais. Em Ostara o Sol aumenta em poder e a terra começa a florescer. Na época do Equinócio de Primavera, os poderes da fase de armazenamento do ano são iguais aos da escuridão do inverno e da morte. Para muitos pagãos, o jovem Deus, com seu chamado de caça, mostra o caminho com dança e celebração. Outros dedicam essa época do ano a Eostre, a Deusa anglo-saxã da fertilidade.
Beltane
1 de Maio (Hemisfério Norte) e 31 de Outubro (Hemisfério Sul).

Os poderes da luz e da nova vida agora dançam e movem-se através de toda a criação. A Roda continua a girar. A primavera dá lugar à primeira floração plena do Verão e os Pagãos celebram Beltane com a dança da fita, simbolizando o Sagrado Casamento entre Deusa e Deus.
Litha
21 de Junho (Hemisfério Norte) e 21 de Dezembro (Hemisfério Sul).

Litha ou Solstício de Verão. O Deus em seu aspecto de luz está no auge de seu poder e é coroado como o Senhor da Luz. É uma época de fartura e celebração.
Lammas
1º de Agosto (Hemisfério Norte) e 2 de Fevereiro (Hemisfério Sul).

Lammas, também chamado Lughnasadh, é o tempo da colheita do trigo, quando os Pagãos colhem o que plantaram, quando celebram os frutos do mistério da Natureza. Em Lammas, os Pagãos dão graças pela generosidade da Deusa em seu aspecto de Rainha da Terra.
Mabon
21 de Setembro (Hemisfério Norte) e 21 de Março (Hemisfério Sul).

Em Mabon o Equinócio de Outono dia e noite tornam-se iguais. À medida que as sombras aumentam, os Pagãos vêem as faces mais sombrias de Deus e Deusa. Para muitos, esse rito honra a velhice e a aproximação do inverno.

Fecha-se o Ciclo
A Roda gira e volta a Samhain.
Referências

1. ↑ Farrar, Janet e Farrar, Stewart. Eight Sabbats for Witches (1981) (published as Part 1 of A Witches' Bible, 1996) Custer, Washington, USA: Phoenix Publishing Inc. ISBN 0-919345-92-1
2. ↑ Gary, Gemma (2008). Traditional Witchcraft: A Cornish Book of Ways. Troy Books. Página 147.
3. ↑ Evans, Emrys (1992). Mythology. Little Brown & Company. ISBN 0-316-84763-1. Página 170.
4. ↑ Gardner, Gerald B. The Meaning of Witchcraft. [S.l.]: Red Wheel, 2004.
5. ↑ Lamond, Frederic. Fifty Years of Wicca. Sutton Mallet, England: Green Magic, 2004. pp. 16–17.
6. ↑ Crowley, Vivianne. Wicca: The Old Religion in the New Age (1989) London: The Aquarian Press. ISBN 0-85030-737-6 p.23
7. ↑ Gallagher, Anne-Marie. (2005). The Wicca Bible: The Definitive Guide to Magic and the Craft. London: Godsfield Press. Página 67.
8. ↑ Gallagher, Anne-Marie. (2005). The Wicca Bible: The Definitive Guide to Magic and the Craft. London: Godsfield Press. Página 72.
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A Lua Brilhante

Publicado por Rowena em 18/12/2009

O mês de Dezembro, em gaélico, chama-se Nollaig e representa a fase escura do ano celta, no Hemisfério Norte. Ao contrário do Hemisfério Sul, onde celebramos a Lua Brilhante, em plena sintonia com a entrada do solstício de verão, no dia 21 próximo.

Pronúncia em gaélico: Nollaig - Dezembro

Essa é a Lua da união, do amor e da prosperidade, estampados no sol brilhante e nos campos verdejantes da grande natureza. Tempo de vivenciar a expansão da alma e colocar em prática a realização dos nossos sonhos.

Sinta a energia fluindo em você, através do esplendor dourado do sol e, mesmo que situações conflitantes se apresentem, confie, pois tudo está na mais perfeita ordem.

Atualmente, vivemos tempos tumultuados, onde a natureza se mostra extremamente descontrolada, - devido ao aquecimento global e a evolução natural dos ciclos - fazendo frio onde deveria se fazer calor e vice-versa, mas, mesmo assim, ela nos apresenta todos os dias, indícios de que essa desarmonia é necessária para que possamos, novamente, vibrar em harmonia.

Expressar-se de maneira clara e direta é o objetivo deste mês!

Quando buscamos a energia da realização do sol, nesta época, estaremos nos unindo, também, à Lua Brilhante da prosperidade. Façamos, então, uma limpeza em nossos armários doando tudo aquilo que não usamos mais. Dê vida à todos os objetos e coloque-os em movimento.
Depois de feita a limpeza nos armários, façamos então, o Ritual da Roda Solar.


Você precisará de 8 velas amarelas, uma taça ou copo de vidro, um cristal de citrino amarelo e oito incensos de mel. Todos correlacionados aos símbolos do sol.

Este ritual será realizado durante oito dias consecutivos, o ideal é começá-lo no primeiro dia do Solstício de Verão, ao meio-dia ou numa Lua Crescente. Caso não possa neste horário, faça-o às 21:00hs.

Prepare seu local sagrado para acender as velas e os incensos, coloque na taça a água mineral e a pedra de citrino dentro dela, sendo que a água você irá bebê-la e trocá-la todos os dias, até o final do ritual. Depois imprima a imagem abaixo e escreva seu nome no centro do círculo.


A cada novo dia você escreverá, atrás de cada palavra correspondente, suas metas e objetivos, começando pelo “O Mundo”. Feito isso, coloque a Roda Solar no seu local sagrado, junto com uma vela amarela, um incenso de mel e a água, pedindo à Deusa Brighid que lhe inspire e lhe abençoe nessa jornada!

No dia seguinte, beba a água e faça o ritual novamente, acendendo a vela, o incenso, colocando água fresca na taça e escrevendo o próximo objetivo da roda.

Ao terminar os oito dias do ritual, agradeça à Brighid e guarde sua Roda Solar, num envelope amarelo, até o próximo Solstício de Verão, quando será queimado nas chamas do seu caldeirão.

Cada casa da roda possui a seguinte representação:

- O Mundo: qual é o seu objetivo de vida?
- O Espiritual: o que busca na espiritualidade?
- O Mental: o que precisa para equilibrar sua mente?
- O Emocional: como equilibrar suas emoções?
- O Físico: como melhorar seu corpo físico?
- O Amor: o que busca no amor?
- O Material: o que almeja alcançar?
- O Caminho: quais os seus projetos de vida?

Observe que muitas mudanças interiores surgirão, para que outras tantas se concretizem. Lembre-se que para se construir o novo é necessário destruir o velho, esta é a grande sabedoria da natureza!

Bênçãos do céu, da terra e do mar!

Rowena Arnehoy Seneween ®
Pesquisadora da Cultura Celta e do Druidismo.

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Wicca
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Um comentário:

  1. Roda do Ano
    A Roda do Ano é o que simboliza a concepção de tempo dos pagãos e principalmente a dos Celtas e que era um tanto quanto diferente da atual.

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